É um Projeto de Literatura com a finalidade de estimular o gosto pela leitura e aprimorar a escrita; desenvolver hábitos de estudo; criar uma rotina disciplinar; promover a autoestima; praticar a inclusão; desenvolver uma postura "acadêmica" que tenha reflexos na sala de aula; ajudar a vencer barreiras de timidez;resgatar valores de humanização. Teve início em 2005, na EMEF Padre Antônio Vieira.Em 2006 começou a expansão para outras escolas da DRE Penha.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Foi assim o início da expansão do Projeto AEL - As escolas pioneiras
Eu ainda estava nas nuvens, pensando em tudo o que estava acontecendo comigo, entusiasmada com a apresentação do Projeto na Coordenadoria da Penha, ansiosa por saber quais escolas haviam preenchido o formulário de adesão, manifestando interesse.
Quase todas as escolas, porém, externaram a opinião de que aguardariam por outra oportunidade, pois, já estavam envolvidas com outras atividades etc...
Não seria nada fácil - foi o meu primeiro prognóstico.
Decidi começar pela escola que já conhecia o meu trabalho. Além de Professora de Ensino Fundamental e Médio na EMEF Padre Antônio Vieira, eu exercia o mesmo cargo, cumulativamente, na EMEF Prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, à época da designação para o novo cargo na Diretoria de Orientação Técnico-Pedagógica.
Escolhida a primeira escola, eu me inspirei no livro de Antoine-de-Saint-Exupèry, "O Pequeno Príncipe", priorizando especialmente alguns capítulos, para relacionar com a Academia Estudantil de Letras - AEL, nas visitas semanais, durante o horáro coletivo.
Vou relacionar aqui no blog os capítulos e as reflexões que nortearam os encontros:
Do Capítulo I do Livro e da citação de Ezra Pound: "Repetir para aprender; criar para renovar", aludi ao livro como instrumento importante para a personagem descobrir sua vocação para o desenho. Note-se que partiu de uma simples imitação - uma jiboia que engolia uma fera - para chegar à criação: " uma jiboia digerindo um elefante". Obras literárias selecionadas poderiam servir de modelo para a criação de novas obras?
Outra associação: Como o educador pode se aventurar a não ser a "pessoa grande" no meio das crianças e adolescentes? Será preciso enxergar com os olhos dos pequenos, entendê-los, acolhê-los, amá-los verdadeiramente. A AEL é um projeto de amor e é preciso haver muita compreensão para que os talentos aflorem livremente.
O ser humano precisa realizar-se plenamente para ser feliz. Quando não se realiza plenamente consegue, no máximo, sentir-se razoável. Estar feliz é muito mais importante do que ser razoável.
No capítulo XIII do mesmo livro, encontrei argumentos para desmistificar ideias preconceituosas: poesia é coisa para desocupados, alienados, mulheres...os poetas são sonhadores, ociosos...etc...
O sonho é a primeira etapa de todo trabalho; logo, só se predispõe a sonhar aquele que se predispõe a trabalhar.
O trabalho desenvolvido na AEL é poético, mas sério, de constante zelo, disciplinar e rotineiro.
Outro capítulo abordado nos encontros foi o cap XIV, do Livro "O Pequeno Príncipe":
Poderia um educador ter a missão de acender estrelas? Ao descobrir vocações, o educador abre um horizonte à frente do educando, mostrando-lhe passagens antes desconhecidas e inexploradas. Porém, assim como pode acender estrelas, também pode, mesmo que involuntariamente, apagá-las. Descobrir estrelas e manter acesas essas estrelas é uma ocupação útil, porque é bonita. O consenso de que o bonito é inútil é um mito.
No capítulo XXI detivemos a maior parte do nosso tempo, durante esses encontros de sensibilização.
O processo de "cativar", ao qual se refere Exupèry em "O pequeno Príncipe" relaciona-se intrinsecamente com o projeto AEL.
É impressionante a relação profunda que vai se estabelecendo, pouco a pouco, entre os alunos acadêmicos e os professores que coordenam o trabalho na escola. Os laços de amizade, compreensão e solidariedade vão se tornando cada vez mais fortes entre ambos, que cativam e se deixam cativar, de uma maneira sincera e natural.
Por fim, a máxima "TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS" deixa-nos "presos por vontade", a ponto de dedicarmos um tempo a mais a nossos alunos, no desenvolvimento do projeto, sem qualquer interesse, somente pelo prazer de fazê-los felizes.
Nessas condições, nasceram, respectivamente , juntando-se à AEL Padre Antônio Vieira - EMEF Padre Antônio Vieira:
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| "Uma flor não sobrevive sem cuidados; um vulcão extinto pode reacender, quando menos se espera." |
domingo, 24 de abril de 2011
O primeiro passo de uma nova caminhada
Ao término do ano de 2005, percebi que o Projeto AEL estava consolidado na EMEF Padre Antônio Vieira. Tudo já obedecia a uma certa ordem, os seminários internos aconteciam religiosamente às últimas quintas-feiras de cada mês, os alunos mostravam-se cada vez mais motivados e os primeiros resultados positivos diante dos objetivos propostos começavam a ser constatados. Eu me sentia imensamente feliz e realizada!
Nesse cenário, algo inusitado aconteceu: fui notificada pela diretora da escola, a professora Delma, de que o senhor Secretário Municipal de Educação estava formalmente convidando-nos, a mim, à professora Rosane e a ela própria, para formarmos uma equipe na Coordenadoria Regional de Educação Penha, pela ampliação do Projeto AEL para outras escolas.
Se a notícia me causou contentamento, também despertou em mim certa preocupação, pois, não havia na escola naquele momento outra professora que pudesse me substituir na coordenação da AEL Padre Antônio Vieira.
Além disso, não foi possível designar as outras duas professoras para a nova função e eu teria de iniciar a expansão sozinha.
sábado, 23 de abril de 2011
O primeiro prêmio a gente nunca esquece...
O primeiro ano de atividades da AEL Padre Antônio Vieira foi essencial para consolidar o projeto e divulgá-lo para além da escola naquele momento poderia ser interessante - este foi um pensamento novo e investi nele, quando resolvi inscrevê-lo para concorrermos ao prêmio de "Professor-Destaque", no IV Congresso Municipal de Educação, em 2005, no Anhembi.
Decisão tomada, precisaríamos confeccionar um bâner e preparar uma breve exposição sobre o Projeto, definindo seus objetivos, ações desenvolvidas, resultados alcançados etc, tudo de acordo com regulamento e cronograma publicado em Diário Oficial.
Durante o Congresso, os trabalhos ficaram expostos na ala de entrada do Anhembi, para apreciação de todos. Logo percebi que não seria tarefa fácil escolher, entre tantos trabalhos maravilhosos,apenas 10 que representassem as melhores ideias daquele ano.
Quando foi anunciado que o senhor Secretário Municipal de Educação, o dr. Pinotti, chamaria ao palco os representantes das escolas vitoriosas, a professora Rosane e eu estávamos sentadas na ala superior do auditório, longe da primeira fila, do andar de baixo, como recomendaram que ficassem as concorrentes. Eu me recordo de que a Rosane ainda
alertou para descermos, pois, se fôssemos contempladas, demoraríamos muito para chegar ao palco. Respondi com uma risada: "Rô, olha só quantos trabalhos lindos...não, vamos aplaudir daqui mesmo, porque a visão daqui é melhor..."
Iniciou-se a chamada das premiadas e, tomada por uma emoção que literalmente me paralisou, ouvi anunciar: "EMEF PADRE ANTÔNIO VIEIRA - PROJETO ACADEMIA ESTUDANTIL DE LETRAS"!
Tínhamos conseguido! Ganhamos um troféu que representava a pedra bruta de um lado e, do outro, a pedra lapidada! Não poderia ter sido mais significativo!
Para completar nossa alegria, fomos surpeendidas pelos jovens acadêmicos que, a escola, tão logo havia tomado conhecimento do prêmio, possibilitou que eles fossem ao nosso encontro, para comemorarmos todos juntos!Inesquecível!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A prática dos seminários
Capítulo XVIII
Tão importante quanto favorecer a vinda de escritores, poetas, pessoas relacionadas com o meio artístico-literário à nossa escola, nas reuniões mensais, como forma de aproximar os alunos desses profissionais, diminuindo a crença de que seriam eles pessoas inacessíveis, intocáveis, irreais até, senti desde o começo que era precisoo promover a autoconfiança dos acadêmicos, preparando-os nas aulas semanais de literatura para os seminários sobre a vida e a obra dos seus autores, começando pelos alunos mais experientes, das oitavas séries, mesmo porque esses não teriam mais tanto tempo de permanência na escola e tinham uma noção mais precisa dos objetivos, pelo tempo de atuação no Projeto “Poesia – um atalho para a Paz”.
A ideia era criar um ambiente especial na sala de leitura, uma vez por mês, organizar a mesa de honra, composta pelo escritor convidado e pelo acadêmico responsável pelo seminário, ambos sentados lado a lado, numa manifestação carinhosa de humanidade, de igualdade, de admiração mútua.
As reuniões têm um caráter solene, iniciam-se pela execução do Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, todos os acadêmicos levantam-se, um a um, e se apresentam aos convidados, com a costumeira postura acadêmica, mais ou menos nesses termos, exemplificando: “Meu nome é José, ocupo a cadeira literária número 22. de Carlos Drummond de Andrade.”
MARILIZE DA SILVA NOBRE E POETISA VALDYCE RIBEIRO
JONATHA GOMES DE SOUZA DA CRUZ E O JOVEM POETA RICARDO HIDEMI BABA
SEMINÁRIO DE NAYARA ARTUZO EVANGELISTA SOBRE JORGE AMADO
AUTÓGRAFO DO JORNALISTA GABRIEL KWAK PARA A ACADÊMICA SUZANA
POETA CLAUDIO FERNANDES MIGUEL AUTOGRAFA PARA A FILHA, FUTURA ACADÊMICA
ACADÊMICA GABRIELA E O JORNALISTA E EDITOR MARCO ANTONIO ROSA

REUNIÃO MENSAL NA SALA DE LEITURA
PRESENÇA DA COMUNIDADE, PERSONALIDADES E EX-ALUNOS
SEMINÁRIO DE CAROL SOBRE MANUEL BANDEIRA
BÁRBARA E O SEMINÁRIO SOBRE FLORBELA ESPANCA

JONATHA E O SEMINÁRIO SOBRE CASTRO ALVES/ PALESTRA DO PROF VALMI SOBRE PADRE ANTÔNIO VIEIRA
BRUNA E O SEMINÁRIO SOBRE DRUMMOND
PALESTRANTE JÚLIA BLANQUE ENTRE OS ACADÊMICOS
PALESTRA DO PROF MAURÍCIO E SEMINÁRIO DA CINTHYA SOBRE CLARICE LISPECTOR
PALESTRA DO SAUDOSO ESCRITOR E AMIGO PAULO DANTAS
JOVENS NA REUNIÃO MENSAL
SEMINÁRIO DE BEATRIZ DOS SANTOS SOBRE MÁRIO QUINTANA

SEMINÁRIO DE ISABELA SOBRE GONÇALVES DIAS E PALESTRA DO ESCRITOR JOSUÉ GONÇALVES ARAÚJO
A prática das reuniões mensais tem início nas escolas no mês subsequente ao da fundação da respectiva academia estudantil de letras em determinada escola. Até a fundação, o trabalho restringe-se às reuniões semanais de literatura, com professores da própria escola, que atendem aos alunos do Projeto no contraturno das aulas, auxiliando na escolha dos patronos e dos textos que apresentarão no dia da cerimônia inaugural.
Visitem também: www.ael.zip.net
domingo, 25 de abril de 2010
Primeiros palestrantes: os pioneiros
Capítulo XVII
Depois da emoção inicial, era hora de colocar o Projeto AEL em ação: organizar os seminários, pensar em passeios culturais que conseguíssemos viabilizar, ir “literalmente” em busca de palestrantes que se dispusessem a vir prestigiar os alunos acadêmicos.
Se, por um lado, o desafio era grande, por outro, desde o início contamos com a nossa boa sorte e com a parceria de abnegados escritores, poetas, artistas, professores e jornalistas, que não hesitaram em penetrar em nossas almas, compartilhar com os nossos sonhos e nos presentear com a sua vasta experiência acumulada, repartindo conosco, humildemente, seus incontáveis dons.
Desde que iniciamos, essa prática tornou-se uma constante e representa uma das mais significativas realizações dentro das expectativas do Projeto.
Dá gosto ver os olhos brilhantes dos convidados, ouvindo, atentos, a apresentação de cada um dos acadêmicos. Sempre tenho a impressão de que eles se colocam no lugar das crianças e jovens, em algum momento do passado, quando eram estudantes também, muitos deles, igualmente, da escola pública.
A empatia é recíproca : os jovens acadêmicos prestam muita atenção às explanações e depois formulam perguntas. Uma delas é frequentemente feita:
- “Quando o senhor (ou senhora) estudava, tinha AEL na sua escola?”
Até o final de 2005 recebemos oito palestrantes:
Prof. Valdevino Soares de Oliveira
Licenciado em Letras pela Universidade de São Paulo, onde também fez Mestrado em Literatura Brasileira. Doutorou-se em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com a tese Poesia e Pintura: um diálogo em três dimensões. Tem desenvolvido pesquisas em Literatura Brasileira, principalmente sobre a poesia contemporânea, buscando mapear suas tendências mais significativas. É professor do Curso de Graduação e de Pós-Graduação em Letras na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, câmpus de Assis, em São Paulo.
Tive o prazer de ser sua aluna, no Colegial, e serei eternamente grata por ter aceitado o meu convite para ser o primeiro palestrante de nossa academia. Falou-nos de Alcântara Machado com muita propriedade e marcou um momento de grande emoção na minha vida.
www.dominiosdelinguagem.org.br/pdf/d2-4.pdf
Escritor Waterloo Gonçalo da Silva e o menino Gabriel
Guarda Civil Metropolitano, escritor, poeta. Dois livros de poesia publicados – Único Amor e Amor Suspeito, cujos lançamentos aconteceram na Câmara Municipal de São Paulo, em sessões solenes.
Sua notável amabilidade e carinho com nossos estudantes tornaram-no um referencial na AEL, tanto sob o ponto de vista pessoal como do literário.
Músico e compositor Válter Pini
Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Músico, compositor e facilitador em expressão musical e criatividade. Criou o Projeto Musiconsciência, onde utiliza a arte da música a serviço de uma educação para a paz e para a cidadania. As suas criações musicais estão gravadas em 16 CDs e são canções e temas instrumentais que se destinam
a inspirar, harmonizar e a encorajar o encontro humano, seja do homem consigo mesmo ou com o outro.
Autor da canção “Te ofereço Paz”, cantada em todos os nossos eventos, como símbolo de nossos ideais maiores em prol da construção de um mundo mais humano e mais feliz.

Prof Manoel Teodoro Cavalcanti
Chegamos a dar aulas juntos na EMEF Figueiredo Ferraz. Um ser humano lapidado, um autor sensível. Escreveu o livro “O baianolistano”, cuja sinopse apresentou-nos assim:
“Castigados pela seca, muitos nordestinos migraram para o interior de São Paulo, seduzidos pela prosperidade das fazendas de café. Lá encontraram os imigrantes europeus, que aportaram em terras brasileiras nos fins do século XIX e início do século XX, e formaram uma grande diversidade cultural, da qual minha família fez parte. Além de toda beleza existente no Brasil, a sua riqueza natural, como florestas, rios, etc., essa diversidade cultural é uma das maiores do nosso país, pois é através da integração de sua gente, que temos a formação do povo brasileiro. Como baiano e adotado como paulistano me sinto integrado como "baianolistano", na capital paulista.”
www.livrariasolis.com.br/produto.ver.asp?cod=79678

Escritora Eliane de Araujoh
Fundou em 1996 o Espaço Consciência Cósmica, um Centro de Desenvolvimento Pessoal que oferece produtos e serviços para ajudar as pessoas a viverem melhor.
Formada em Bacharelado em Matemática com ênfase em Processamento de Dados. É também Practitioner em Neurolinguística, Escritora e Comunicadora de Rádio (Mundial SP FM 95,7).
Em 1992 começou seu trabalho de divulgação em emissoras de Rádio (SP), onde fala de assuntos ligados ao desenvolvimento pessoal e autoconhecimento.
Autora dos livros “Histórias para sua criança interior” e “Liberdade de ser”, livros que marcaram nossa história desde o começo
Escritores Carlos Frydman e João Meireles Câmara
Carlos Frydman (Varsóvia (Polônia), 1924), em 1956 viajou pela Europa com o Teatro Popular Brasileiro, dirigido pelo poeta Solano Trindade. Nas décadas de 1950 e 1960 publicou poemas nos jornais Notícias de Hoje (SP) e Imprensa Popular (RJ). Entre 1968 e 1994 foi diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, em São Paulo SP. Participou, em 1990, no Terceiro Encontro de Escritores Judeus Latino-Americanos, realizado em São Paulo SP. No período de 1992 a 1994 foi segundo Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores. Fazem parte de sua obra poética os livros Os Caminhos da Memória (1965) e Sintonia (1990). Segundo o crítico Fábio Lucas, "Carlos Frydman propõe, em seus poemas, um fluxo de confissões íntimas ajustado a um vasto apelo à solidariedade humana. Daí a oscilação que seus versos apresentam entre o tom menor do lirismo amoroso, da expressão confidencial, e a proclamação sonora ou eloquente dos grandes valores sociais.".
João Meireles Câmara nasceu em Matinha (MA), em 28/03/28 . Advogado. Membro da União Brasileira de Escritores. Autor do livro “A Estratégia da Palavra”, onde não se restringe apenas aos aspectos da Oratória clássica, mas também desenvolve o método intimista, do qual é um dos iniciadores.Aborda também temas sociais de alta relevância, não esquecendo os ensinamentos que a história tem demonstrado. Obra elaborada com o pensamento voltado para os que, na família, no lar, nas escolas, nos esportes, na tribuna ou no púlpito, fazem da palavra o instrumento de consulta indispensável a quantos, de qualquer maneira, necessitam usá-la.
Esses dois notáveis escritores conheceram a Academia Estudantil de Letras em um sarau realizado na EMEF Jenny Gomes e, encantados com a apresentação dos alunos, manifestaram o desejo de visitar a EMEF Padre Antônio Vieira, razão pela qual organizamos uma reunião extraordinária para recepcioná-los.
Poetisa Maria Lúcia López
A autora é poeta, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia de Letras de Campos do Jordão. As apresentações de Paulo Dantas, Luiz Toledo Machado e de Fernandes Neto tecem elogios à força lírica da poeta e à sua sensibilidade.
Nós pudemos testemunhar todos esses atributos no dia em que a ilustre poeta nos visitou pela primeira vez. A partir daí, configurou-se em amiga e parceira inseparável da AEL; empenhou-se para que visitássemos a Academia de Letras de Campos do Jordão e propiciássemos aos alunos um momento emocionante e inesquecível; favoreceu a realização de um concurso literário entre os estudantes e foi eleita, com justiça, membro vitalício de nossa Academia.
SESSÃO SOLENE DA POSSE DE MARIA LÚCIA LÓPEZ NA ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPOS DO JORDÃO

Compositora Mírian Warttusch
Compositora e Escritora Ambientalista. Desenvolveu o programa “Planeta Azul e Verde” onde no trabalha com crianças levando a conscientização sobre preservação e cuidados com o meio ambiente.
O Programa Cultural Planeta Azul e Verde é uma obra da sua criação, como ambientalista. Principais projetos que o compõem: Animais em Extinção; Reflorestar; Os Soldadinhos da Natureza; Lendas e Folclore; Mãe Natureza Visita Rios Brasileiros; Agressões à Natureza; As Grandes Forças da Natureza.
Quando nos conhecemos, ficamos por quatro horas falando sobre os nossos projetos e não nos largamos mais.
Membro Vitalício da AEL, Mírian é a compositora de todos os magníficos hinos que cantamos nos eventos solenes. Já está produzindo o segundo CD em homenagem aos imortais.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Aos trinta dias do mês de maio do ano de dois mil e cinco…
Capítulo XVI
“Aos trinta dias do mês de maio do ano de dois mil e cinco, na EMEF Padre Antônio Vieira, à Rua Antonino Bacaeri, 171, Jardim Nordeste, São Paulo, foi fundada a Academia Estudantil de Letras Padre Antônio Vieira…” (constou da Ata oficial)
- E o que estava escrito no meu coração?
Estava escrito assim:
Pequenina, desde os dez anos de idade, quando você ensinou a ler a Maria Helena, sua amiguinha de sete anos apenas; desde quando você brincava com dezoito bonecas e bonecos de todos os tipos, a maioria de pano, que você colocava sentados, perto de folhas usadas dos seus cadernos de escola, simulando ser a professora deles e lhes passava pela manhã as lições aprendidas no dia anterior; desde muito antes, quando você respondia aos adultos, orgulhosa, que queria ser “pessessôra”; desde quando você ficava ao redor da mesa da cozinha com o seu pai, cantando e decorando livretos de cordel; desde quando você passava as manhãs de sábado, e feriados, e férias, na Biblioteca Municipal da Vila Maria; desde quando você começou a inventar, escrever e contar histórias para o seu irmão mais novo; desde quando…
- Desde quando?
A realidade agora me mostrava um cenário de sonho: eu era realmente professora, estava acontecendo uma festa linda na minha escola, já havia chegado o fotógrafo do jornal “O Estado de São Paulo”, os acadêmicos estavam nervosos e lindos, toda a minha escola estava envolvida com o acontecimento; muita gente importante: representantes da Coordenadoria Regional de Educação Penha, escritores, jornalistas, professores de outras escolas, que a mestre de cerimônias, nossa Assistente de Direção, a Beth, apresentava e conduzia à mesa de honra, até anunciar a chegada do “Professor Doutor José Aristodemo Pinotti, Secretário Municipal de Educação de São Paulo!”
Hoje, confesso que não fui, pessoalmente, uma boa anfitriã para o senhor Secretário, pelo menos, não correspondi naquele momento com a intensidade que deveria, porque eu não conseguia desviar o meu foco dos alunos: era para eles que eu havia sonhado tudo aquilo. Certamente era por eles que o dr Pinotti estava ali também, por isso achei que me compreenderia, e me compreendeu…
Na hora do discurso, o dr. Pinotti não se cansou de elogiar os alunos, de parabenizar a escola pela iniciativa e, num dado momento, segredou-nos que era amante das letras, que possuía dois livros de poesias de sua autoria, com os quais haveria de nos presentear depois. Após a cerimônia, deixou registrada no nosso livro de atas a seguinte mensagem:
“ESTA ESCOLA É UM POEMA!”
JOSÉ ARISTODEMO PINOTTI
1934 – 2009
Diante de seus familiares e dos ilustres convidados, os vinte e cinco jovens tomaram posse de suas cadeiras literárias e se tornaram efetivamente acadêmicos. Um a um, eram chamados ao palco e compartilhavam com os ouvintes um pequeno trecho da obra dos seus autores.
Contradizendo a minha ideia inicial de compor a lista com autores clássicos e de renome da Língua Portuguesa, já iniciei a experiência fazendo duas concessões: a cadeira de Pablo Neruda foi a escolha de uma menina recentemente chegada da Bolívia, a Laurinha, muito tímida, e que só consegui motivar, incentivando-a para participar da AEL. A outra concessão foi para o aluno Cleiton, que , aos 10 anos, já conhecia muitos livros do Sidney Sheldon: “minha mãe, antes de morrer, lia para mim os romances dele...”
As emoções desse dia são indescritíveis! Lembro-me de ter comentado com a escritora Eliane de Araujoh, autora do livro “Histórias para sua criança interior” sobre a intensidade profunda desse meu sentir e ela me esclareceu, dizendo que a minha alma, de tão plena, não estava cabendo em mim…
Foi isso mesmo!
OS PRECURSORES:
Cadeira nº 1 - Padre Antônio Vieira - Rafael Pereira dos Reis
Cadeira nº 2 - Adélia Prado - Amanda Caroline Lopes
Cadeira nº 1 - Padre Antônio Vieira - Rafael Pereira dos Reis
Cadeira nº 2 - Adélia Prado - Amanda Caroline Lopes
Cadeira nº 3 - Alphonsus Guimarães - Amanda de Souza
Cadeira nº 4 - Carlos Drummond de Andrade - Rodrigo Duarte
Cadeira nº 5 - Casemiro de Abreu - Larissa dos Santos
Cadeira nº 6 - Castro Alves - Jonatha Gomes de Souza
Cadeira nº 7 - Cecília Meirelles - Nayara Rocha Brito
Cadeira nº 8 - Clarice Lispector - Catarina Queiroz
Cadeira nº 9 - Fernando Pessoa - Thairine de Santana
Cadeira nº 10 - Ferreira Gullar - Jéssica Silva Pereira
Cadeira nº 11 - Gonçalves Dias - Isabela de Brito Vieira
Cadeira nº 12 - Guilherme de Almeida - Jonatas Marcelino
Cadeira nº 13 - Jorge Amado - Nayara Artuzo Evangelista
Cadeira nº 14 - José de Alencar - Vitória Aguilar Silva
Cadeira nº 15 - Luiz Vaz de Camões - Raphael Rodrigues
Cadeira nº 16 - Machado de Assis - Sabrina de Souza
Cadeira nº 17 - Manuel Bandeira - Albert Cabral dos Santos
Cadeira nº 18 - Mário Quintana - Beatriz dos Santos
Cadeira nº 19 - Monteiro Lobato - Gabriel de OLiveira
Cadeira nº 20 - Olavo Bilac - Rafaeli Chacon Amaro
Cadeira nº 21 - Pablo Neruda - Laura Condori
Cadeira nº 22 - Paulo Leminski - Karoline Messias Santos
Cadeira nº 23 - Pedro Bandeira - Luan dos Santos
Cadeira nº 24 - Sidney Sheldon - Cleiton Gonçalves
Cadeira nº 25 - Vinícius de Moraes - Jéssica Félix da Silva



