É um Projeto de Literatura com a finalidade de estimular o gosto pela leitura e aprimorar a escrita; desenvolver hábitos de estudo; criar uma rotina disciplinar; promover a autoestima; praticar a inclusão; desenvolver uma postura "acadêmica" que tenha reflexos na sala de aula; ajudar a vencer barreiras de timidez;resgatar valores de humanização. Teve início em 2005, na EMEF Padre Antônio Vieira.Em 2006 começou a expansão para outras escolas da DRE Penha.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Foi assim o início da expansão do Projeto AEL - As escolas pioneiras
Eu ainda estava nas nuvens, pensando em tudo o que estava acontecendo comigo, entusiasmada com a apresentação do Projeto na Coordenadoria da Penha, ansiosa por saber quais escolas haviam preenchido o formulário de adesão, manifestando interesse.
Quase todas as escolas, porém, externaram a opinião de que aguardariam por outra oportunidade, pois, já estavam envolvidas com outras atividades etc...
Não seria nada fácil - foi o meu primeiro prognóstico.
Decidi começar pela escola que já conhecia o meu trabalho. Além de Professora de Ensino Fundamental e Médio na EMEF Padre Antônio Vieira, eu exercia o mesmo cargo, cumulativamente, na EMEF Prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, à época da designação para o novo cargo na Diretoria de Orientação Técnico-Pedagógica.
Escolhida a primeira escola, eu me inspirei no livro de Antoine-de-Saint-Exupèry, "O Pequeno Príncipe", priorizando especialmente alguns capítulos, para relacionar com a Academia Estudantil de Letras - AEL, nas visitas semanais, durante o horáro coletivo.
Vou relacionar aqui no blog os capítulos e as reflexões que nortearam os encontros:
Do Capítulo I do Livro e da citação de Ezra Pound: "Repetir para aprender; criar para renovar", aludi ao livro como instrumento importante para a personagem descobrir sua vocação para o desenho. Note-se que partiu de uma simples imitação - uma jiboia que engolia uma fera - para chegar à criação: " uma jiboia digerindo um elefante". Obras literárias selecionadas poderiam servir de modelo para a criação de novas obras?
Outra associação: Como o educador pode se aventurar a não ser a "pessoa grande" no meio das crianças e adolescentes? Será preciso enxergar com os olhos dos pequenos, entendê-los, acolhê-los, amá-los verdadeiramente. A AEL é um projeto de amor e é preciso haver muita compreensão para que os talentos aflorem livremente.
O ser humano precisa realizar-se plenamente para ser feliz. Quando não se realiza plenamente consegue, no máximo, sentir-se razoável. Estar feliz é muito mais importante do que ser razoável.
No capítulo XIII do mesmo livro, encontrei argumentos para desmistificar ideias preconceituosas: poesia é coisa para desocupados, alienados, mulheres...os poetas são sonhadores, ociosos...etc...
O sonho é a primeira etapa de todo trabalho; logo, só se predispõe a sonhar aquele que se predispõe a trabalhar.
O trabalho desenvolvido na AEL é poético, mas sério, de constante zelo, disciplinar e rotineiro.
Outro capítulo abordado nos encontros foi o cap XIV, do Livro "O Pequeno Príncipe":
Poderia um educador ter a missão de acender estrelas? Ao descobrir vocações, o educador abre um horizonte à frente do educando, mostrando-lhe passagens antes desconhecidas e inexploradas. Porém, assim como pode acender estrelas, também pode, mesmo que involuntariamente, apagá-las. Descobrir estrelas e manter acesas essas estrelas é uma ocupação útil, porque é bonita. O consenso de que o bonito é inútil é um mito.
No capítulo XXI detivemos a maior parte do nosso tempo, durante esses encontros de sensibilização.
O processo de "cativar", ao qual se refere Exupèry em "O pequeno Príncipe" relaciona-se intrinsecamente com o projeto AEL.
É impressionante a relação profunda que vai se estabelecendo, pouco a pouco, entre os alunos acadêmicos e os professores que coordenam o trabalho na escola. Os laços de amizade, compreensão e solidariedade vão se tornando cada vez mais fortes entre ambos, que cativam e se deixam cativar, de uma maneira sincera e natural.
Por fim, a máxima "TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS" deixa-nos "presos por vontade", a ponto de dedicarmos um tempo a mais a nossos alunos, no desenvolvimento do projeto, sem qualquer interesse, somente pelo prazer de fazê-los felizes.
Nessas condições, nasceram, respectivamente , juntando-se à AEL Padre Antônio Vieira - EMEF Padre Antônio Vieira:
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| "Uma flor não sobrevive sem cuidados; um vulcão extinto pode reacender, quando menos se espera." |
domingo, 24 de abril de 2011
O primeiro passo de uma nova caminhada
Ao término do ano de 2005, percebi que o Projeto AEL estava consolidado na EMEF Padre Antônio Vieira. Tudo já obedecia a uma certa ordem, os seminários internos aconteciam religiosamente às últimas quintas-feiras de cada mês, os alunos mostravam-se cada vez mais motivados e os primeiros resultados positivos diante dos objetivos propostos começavam a ser constatados. Eu me sentia imensamente feliz e realizada!
Nesse cenário, algo inusitado aconteceu: fui notificada pela diretora da escola, a professora Delma, de que o senhor Secretário Municipal de Educação estava formalmente convidando-nos, a mim, à professora Rosane e a ela própria, para formarmos uma equipe na Coordenadoria Regional de Educação Penha, pela ampliação do Projeto AEL para outras escolas.
Se a notícia me causou contentamento, também despertou em mim certa preocupação, pois, não havia na escola naquele momento outra professora que pudesse me substituir na coordenação da AEL Padre Antônio Vieira.
Além disso, não foi possível designar as outras duas professoras para a nova função e eu teria de iniciar a expansão sozinha.
sábado, 23 de abril de 2011
O primeiro prêmio a gente nunca esquece...
O primeiro ano de atividades da AEL Padre Antônio Vieira foi essencial para consolidar o projeto e divulgá-lo para além da escola naquele momento poderia ser interessante - este foi um pensamento novo e investi nele, quando resolvi inscrevê-lo para concorrermos ao prêmio de "Professor-Destaque", no IV Congresso Municipal de Educação, em 2005, no Anhembi.
Decisão tomada, precisaríamos confeccionar um bâner e preparar uma breve exposição sobre o Projeto, definindo seus objetivos, ações desenvolvidas, resultados alcançados etc, tudo de acordo com regulamento e cronograma publicado em Diário Oficial.
Durante o Congresso, os trabalhos ficaram expostos na ala de entrada do Anhembi, para apreciação de todos. Logo percebi que não seria tarefa fácil escolher, entre tantos trabalhos maravilhosos,apenas 10 que representassem as melhores ideias daquele ano.
Quando foi anunciado que o senhor Secretário Municipal de Educação, o dr. Pinotti, chamaria ao palco os representantes das escolas vitoriosas, a professora Rosane e eu estávamos sentadas na ala superior do auditório, longe da primeira fila, do andar de baixo, como recomendaram que ficassem as concorrentes. Eu me recordo de que a Rosane ainda
alertou para descermos, pois, se fôssemos contempladas, demoraríamos muito para chegar ao palco. Respondi com uma risada: "Rô, olha só quantos trabalhos lindos...não, vamos aplaudir daqui mesmo, porque a visão daqui é melhor..."
Iniciou-se a chamada das premiadas e, tomada por uma emoção que literalmente me paralisou, ouvi anunciar: "EMEF PADRE ANTÔNIO VIEIRA - PROJETO ACADEMIA ESTUDANTIL DE LETRAS"!
Tínhamos conseguido! Ganhamos um troféu que representava a pedra bruta de um lado e, do outro, a pedra lapidada! Não poderia ter sido mais significativo!
Para completar nossa alegria, fomos surpeendidas pelos jovens acadêmicos que, a escola, tão logo havia tomado conhecimento do prêmio, possibilitou que eles fossem ao nosso encontro, para comemorarmos todos juntos!Inesquecível!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A prática dos seminários
Capítulo XVIII
Tão importante quanto favorecer a vinda de escritores, poetas, pessoas relacionadas com o meio artístico-literário à nossa escola, nas reuniões mensais, como forma de aproximar os alunos desses profissionais, diminuindo a crença de que seriam eles pessoas inacessíveis, intocáveis, irreais até, senti desde o começo que era precisoo promover a autoconfiança dos acadêmicos, preparando-os nas aulas semanais de literatura para os seminários sobre a vida e a obra dos seus autores, começando pelos alunos mais experientes, das oitavas séries, mesmo porque esses não teriam mais tanto tempo de permanência na escola e tinham uma noção mais precisa dos objetivos, pelo tempo de atuação no Projeto “Poesia – um atalho para a Paz”.
A ideia era criar um ambiente especial na sala de leitura, uma vez por mês, organizar a mesa de honra, composta pelo escritor convidado e pelo acadêmico responsável pelo seminário, ambos sentados lado a lado, numa manifestação carinhosa de humanidade, de igualdade, de admiração mútua.
As reuniões têm um caráter solene, iniciam-se pela execução do Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, todos os acadêmicos levantam-se, um a um, e se apresentam aos convidados, com a costumeira postura acadêmica, mais ou menos nesses termos, exemplificando: “Meu nome é José, ocupo a cadeira literária número 22. de Carlos Drummond de Andrade.”
MARILIZE DA SILVA NOBRE E POETISA VALDYCE RIBEIRO
JONATHA GOMES DE SOUZA DA CRUZ E O JOVEM POETA RICARDO HIDEMI BABA
SEMINÁRIO DE NAYARA ARTUZO EVANGELISTA SOBRE JORGE AMADO
AUTÓGRAFO DO JORNALISTA GABRIEL KWAK PARA A ACADÊMICA SUZANA
POETA CLAUDIO FERNANDES MIGUEL AUTOGRAFA PARA A FILHA, FUTURA ACADÊMICA
ACADÊMICA GABRIELA E O JORNALISTA E EDITOR MARCO ANTONIO ROSA

REUNIÃO MENSAL NA SALA DE LEITURA
PRESENÇA DA COMUNIDADE, PERSONALIDADES E EX-ALUNOS
SEMINÁRIO DE CAROL SOBRE MANUEL BANDEIRA
BÁRBARA E O SEMINÁRIO SOBRE FLORBELA ESPANCA

JONATHA E O SEMINÁRIO SOBRE CASTRO ALVES/ PALESTRA DO PROF VALMI SOBRE PADRE ANTÔNIO VIEIRA
BRUNA E O SEMINÁRIO SOBRE DRUMMOND
PALESTRANTE JÚLIA BLANQUE ENTRE OS ACADÊMICOS
PALESTRA DO PROF MAURÍCIO E SEMINÁRIO DA CINTHYA SOBRE CLARICE LISPECTOR
PALESTRA DO SAUDOSO ESCRITOR E AMIGO PAULO DANTAS
JOVENS NA REUNIÃO MENSAL
SEMINÁRIO DE BEATRIZ DOS SANTOS SOBRE MÁRIO QUINTANA

SEMINÁRIO DE ISABELA SOBRE GONÇALVES DIAS E PALESTRA DO ESCRITOR JOSUÉ GONÇALVES ARAÚJO
A prática das reuniões mensais tem início nas escolas no mês subsequente ao da fundação da respectiva academia estudantil de letras em determinada escola. Até a fundação, o trabalho restringe-se às reuniões semanais de literatura, com professores da própria escola, que atendem aos alunos do Projeto no contraturno das aulas, auxiliando na escolha dos patronos e dos textos que apresentarão no dia da cerimônia inaugural.
Visitem também: www.ael.zip.net



